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Quem somos

Um corpo dentro de uma casa que já existe.

A Comunidade Dédalus nasce da experiência construída pelo Instituto Dédalus desde 2015. Ao longo de mais de uma década, cursos, grupos de estudo e percursos formativos reuniram pessoas em torno da psicanálise, da filosofia, da mitologia e da arte.

Com o tempo, tornou-se evidente que a formação não se encerrava com o término de um curso. Permaneciam o desejo de continuar estudando, a necessidade de interlocução, o trabalho clínico e a vontade de construir algo em comum. A Comunidade Dédalus nasce para dar continuidade a esse movimento.

De onde viemos

O Instituto Dédalus nasce do encontro entre o saber e o fascínio pelo enigma humano. Inspirado na figura mítica de Dédalus, o artífice que compreendia os caminhos e descaminhos do labirinto, constituiu-se como um espaço dedicado à travessia do sujeito em direção ao conhecimento de si.

Foi fundado em 2015, em Fortaleza, e desde então reúne percursos que atravessam campos distintos — da psicanálise à mitologia, da filosofia à arte e às ciências da religião. Entusiasmo, amor e erudição são, desde o começo, os fundamentos do próprio fazer.

A Comunidade mantém relação orgânica com o Instituto Dédalus, de cuja trajetória emerge, sem se reduzir à estrutura de um curso específico. O Instituto oferece sustentação institucional; a Comunidade amplia essa experiência ao criar um lugar de continuidade para alunos, ex-alunos, analistas, professores, pesquisadores e demais interessados na psicanálise.

A Comunidade Dédalus é um corpo dentro dessa casa. Não substitui o que já existe: ocupa o lugar que faltava.

O mito e o labirinto

No mito, o labirinto é símbolo do inconsciente, de suas complexidades, perigos e profundezas. Em seu centro, habita o desconhecido; em seus caminhos, a possibilidade de perda, mas também de descoberta. Dédalus, ao conhecer a estrutura desse labirinto, torna-se capaz de criar não apenas caminhos, mas também saídas.

Assim como o fio de Ariadne permite o retorno, o que aqui se cultiva se apresenta como instrumento de orientação, elaboração e transformação.

Por que uma Comunidade

A transmissão da psicanálise nunca dependeu apenas de cursos. Desde Freud, ela se realiza em comunidades de trabalho capazes de sustentar, ao longo do tempo, o estudo, a clínica, a interlocução e a elaboração coletiva. Um curso pode organizar um percurso de formação; não pode, sozinho, produzir as relações que mantêm uma tradição intelectualmente viva.

Foi dessa constatação que nasceu a Comunidade Dédalus. Ela não substitui os cursos do Instituto nem representa uma etapa posterior da formação. Constitui outro modo de organizá-la: um espaço permanente em que investigação, prática clínica, transmissão e vida institucional permanecem articuladas, permitindo que o pensamento continue em movimento muito além dos limites de qualquer currículo.

Nessa perspectiva, a formação deixa de ser compreendida como um caminho que conduz a um ponto de chegada. Ela passa a ser uma experiência compartilhada, sustentada pela participação contínua em uma comunidade que permanece estudando, investigando, escutando e reinventando suas próprias formas de transmissão.

Quem está aqui

A Comunidade Dédalus reúne pessoas em diferentes momentos de sua trajetória, unidas pelo desejo de manter vivo um trabalho em torno da psicanálise. Alguns chegam pela clínica, outros pela pesquisa, pelo ensino, pela filosofia, pela arte ou por diferentes campos do conhecimento. O que os aproxima é a disposição para continuar estudando, colocar suas experiências em interlocução e participar da construção de uma comunidade de investigação.

Mais do que um lugar de formação, a Comunidade procura sustentar um espaço permanente de trabalho, em que a experiência clínica, as transformações da contemporaneidade e os diálogos com outros campos do saber possam continuar produzindo novas perguntas para a psicanálise.

O propósito

Acreditamos que o conhecimento transforma, e não apenas quem o adquire. Ele reverbera, expande, reorganiza relações e atravessa o mundo ao redor. Por isso a Comunidade não se mede pelo número de pessoas que passam por ela, mas pelo que continua acontecendo depois que elas chegam.

É também por isso que ela sustenta uma clínica social: um corpo que estuda paga sua dívida com a cidade que o cerca.

Quem sustenta

Ana Felicia Caracas Bastos

Ana Felicia Caracas Bastos

Diretora

Graduada em Psicologia, pós-graduada em psicologia organizacional, neuropsicologia e Psicanálise, atuando clinicamente como Psicanalista desde 2012. Fundou o Instituto Dédalus em 2015. Mestranda em Psicologia da Unifor.

Heraclito Aragão Pinheiro

Heraclito Aragão Pinheiro

Diretor

Graduado em História e Psicologia, doutorado em psicologia, professor, escritor e pesquisador.

Wellington L. Barbosa Jr.

Wellington L. Barbosa Jr.

COO - CTO - Marketing

Graduado em TI, Inteligência Artificial e automações, Psicologia, pós-graduado em TI, Psicanálise e Psicologia Junguiana.

Lauro Aloysio Caracas Neto

Lauro Aloysio Caracas Neto

Coord. Cursos Livres & Grupos

Coordenador do Instituto Dédalus desde 2016. Graduado em Psicologia, pós-graduado em Psicanálise e cuidados paliativos.

Luis Ricardo Teiga Ramalho

Luis Ricardo Teiga Ramalho

Coord. Pós-graduações

Escritor, graduado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e especialista em Governança e Gerenciamento de Serviços de TI, Semiótica e Análise do Discurso e Narrativas em suas mais variadas formas. Atualmente, percorre uma trajetória de formação em Psicologia, Filosofia e Sociologia.

Alessandra Teixeira

Alessandra Teixeira

Secretaria

Estudante em formação em Psicanálise.

Esta é a equipe que sustenta a casa. A condução dos Encontros, porém, não é dela: é de quem propõe. Ver os três papéis →

Pertencer significa poder estudar, escutar, perguntar, produzir, transmitir e participar da construção de uma instituição que também se deixa interrogar por aqueles que a compõem. Entre herança e invenção, singularidade e trabalho coletivo, a Comunidade procura manter abertas as condições para que a psicanálise continue pensando a si mesma e o mundo em que se insere.

A distância muda o modo do encontro, não o trabalho que o sustenta. Em Fortaleza ou online, a Comunidade permanece reunida pela mesma tarefa: pensar, investigar, escutar e construir junto.